Essa é uma das críticas sofridas por Freud, que vamos considerar através das “neuroses atuais”.
As “neuroses atuais” (de angústia e neurastenia) de Freud se tornaram obsoletas, e o próprio Freud desinvestiu delas mais no fim da vida (sem nunca as descartar oficialmente).
Ele via causas sexuais em ambas: na neurastenia, excesso de masturbação; na de angústia, falta de satisfação.
Hoje percebemos que a relação de causa efeito está invertida. A neurastenia tem cara de depressão, em que a masturbação repetida entra como fonte de alívio. A de angústia fala de fontes de outras causas gerando perturbação na satisfação sexual.
Mas a visão inicial de Freud faz sentido: a psicanálise nasceu da descoberta dos efeitos da briga inconsciente entre o superego e o desejo sexual (histéricas), o que levou Freud a “ver sexo em tudo”, inclusive nas relações entre pais / mães e filhos (daí a metáfora do Édipo).
A era vitoriana foi especialmente repressora do desejo sexual, havia mesmo um “superego social vitoriano” a patrulhar a vida íntima de todos, mas especialmente a das mulheres.
Só mais tarde Freud considerou a repressão da raiva como outra causa importante de neuroses (fóbica e obsessiva).

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