sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O SURGIMENTO HISTÓRICO DO SUPEREGO

 



Vejo o Superego como fruto cultural de uma enorme mudança na espécie humana acontecida na revolução agrícola: nossa passagem da vida de caçadores-coletores para a vida em cidades, convivendo com estranhos, há dez mil anos.

Vamos lá, porque entender a vida dos caçadores-coletores é fascinante, mas não é simples, pois ela era imensamente diferente da nossa.

Fomos caçadores-coletores desde o surgimento do sapiens, há 70 mil anos, e assim permanecemos até 10 mil anos atrás, quando aconteceu a revolução agrícola.

Eram tribos nômades de não mais que 50 pessoas (crianças inclusive). Os homens caçavam e as mulheres colhiam plantas, raizes e frutos. Uma coisa principal pautava a atividade deles, a cooperação. Essa é a chave do predomínio dos sapiens sobre as outras espécies homo. 

A cooperação envolve o partilhamento de mitos: o animismo, que não era uma religião e sim crenças partilhadas, atribuía características humanas a animais, plantas, rios etc. com quem se podia conversar. Não havia deuses superiores a temer, a natureza era bem integrada.
Os homens se comunicavam mais por gestos, de modo a não espantar a caça. As mulheres se comunicavam falando e trocando informações sobre onde encontrar a coleta, sobre a qualidade do que iriam colher, se era venenoso ou não etc. 

Isso formatou nossos jeitos masculinos e femininos de agir, com os homens mais silenciosos e pragmáticos, e mulheres mais comunicativas e detalhistas.

A cooperação das mulheres também se dava no cuidado dos filhos e na amamentação. Não havia maternidade ou paternidade fixa, as crianças eram “filhas da tribo”, cresciam imitando os adultos e descobrindo com quem tinham mais afinidades. A neotenia – a manutenção da forma jovem e brincalhona, característica de nossa espécie – era cultivada e a cooperação a incentivava: a caça e a coleta eram brincadeiras de grupo.

A prática sexual era espontânea e sem idealizações, sem seduções ou dramas. A mulher não era propriedade de ninguém, era dona de si. Não havia vergonha, não havia culpa, não havia ridículo, nenhum mau sentimento ligado ao sexo. Na verdade, não havia na época ainda a relação de causa-efeito entre sexo e procriação. Não havia casais, não havia “pais e mães”, não havia famílias separadas: a tribo era uma família só.

Havia violência, mas voltada para estranhos: se tribos se esbarrassem, haveria luta. Assim como entre os chimpanzés, o estranho é por nós visto como ameaça.

Não havia propriedade privada, não havia herança, não havia vigilância sobre o “comportamento das mulheres”, nem drama sobre a prática sexual. Não havia “infidelidade” nem “traição”.

Esse retrato pode parecer idealizado, mas tudo leva a crer que, afora exceções, esse era o clima geral. O engraçado é que esse tipo de comportamento se parece muito com o nosso dos tempos de criança, até os cinco, seis anos. Depois disso é que a “seriedade” começa a entrar em nossas vidas.

Revolução agrícola 
Há cerca de dez mil anos, o clima favoreceu maior crescimento de vegetais alimentícios. Por comodidade e segurança, o sapiens começou a plantar, colher e a criar animais. Isso trouxe duas consequências imediatas: ele deixou de ser nômade, e a população começou a aumentar. 

Apareceram as protocidades, e com elas a convivência forçada com estranhos. Ora, um medo inato foi confrontado: o estranho-inimigo requeria contenção, caso contrário haveria uma carnificina. Outra consequência séria é que ele passou a ter propriedade privada: sua casa, sua colheita e seus animais. 

Ter casa foi um jeito de não ter que conviver com estranhos, de se defender deles. 
Ter posses trouxe outro problema: herança. “Para quem vou deixar minhas posses? Para meus filhos, claro! Mas aí eu preciso ter certeza de que minhas mulheres não me traiam, não quero passar o que tenho para filhos dos outros”. Daí veio a patrulha sobre a sexualidade das mulheres: elas passaram a ser “honestas ou não”.

Na sequência de morar em cidades e ter risco de carnificina vieram os governos e as leis. A primeira forma de governo foi a tirania, um nome que hoje é feio, mas que designava simplesmente um governo tosco, primitivo, como era de se esperar.
 
O governante tinha um poder absoluto sobre os cidadãos, as leis eram primitivas – como a famosa lei de Talião, “olho por olho, dente por dente” – e precisava saber da vida e do comportamento de todos. Por isso os deuses foram inventados. Pela primeira vez a mitologia não era amistosa como a animista; ela se passou a pessoal, vigilante e punidora. E mais, o tirano governava através dela, em nome dela, “ungido pelo deus que tudo via e tudo podia”.

Essa figura tirânica se espelhava no patriarca dono da casa: ele era um tirano no seu pequeno feudo; ele fazia as leis da casa, controlava tudo e punia quem saísse da linha, filhos, sim, mas sobretudo as mulheres “traidoras”. Olha só a origem do Superego das mulheres, que sempre visou a sexualidade delas!

Outra consequência foi que os filhos passaram a dar trabalho, pois não havia uma tribo inteira para dividir o cuidado com eles. Ao mesmo tempo, eles perderam coisas preciosas: liberdade para brincar; também não encontravam mais pessoas da tribo que pudessem acolher suas características únicas: se eles fossem diferentes, dariam mais trabalho.

A soma dessa linha de montagem – deus tirano + tirano da aldeia + tirano da casa – gerou uma nova tirania, essa dentro da cabeça das crianças: o Superego. 

Mas como ele entrou na cabeça das crianças? Por adestramento, como se elas fossem cães. O cão é adestrado para se comportar na base da ameaça de desamparo, pois eles dependem de nós tanto quanto uma criança. 

Então, é na base do “virar a cara” (ameaça) e “dar carinho/ prêmio (suborno) que o cão – e a criança – aprende a “se comportar”.  Diferença é que os cães gostam da submissão, eles foram selecionados pelo sapiens para isso. 

Quanto a nós… nem tanto: se lhes for dada a oportunidade, os sapiens gostam de se governar, de independência, de autonomia. Tanto é assim que eles são tentados a governar os outros, a serem tiranos, a repassar o que sofrem com seus superegos.

Mas se o Superego impõe regras para que as crianças se comportem de modo a “não dar trabalho”, ele não se interessa por características únicas delas que deem trabalho, ele tenderá a fazê-las se comportarem segundo leis gerais, leis que tornam as pessoas homogêneas. Portanto, leis que as atropelam. É desde atropelamento que virão os conflitos entre desejos próprios e leis que não os aceitam. Como no caso do desejo sexual das mulheres. Não é à toa que a psicanálise nasceu da observação desse conflito: a neurose histérica. 

Ela foi a pista que Freud teve para entender que havia guerra entre leis e desejos, e que os sintomas e doenças falavam de maneira cifrada desse embate.

Em resumo: o Superego resulta do espelhamento das tiranias: o deus tirano que apoia o tirano governante, que se impõe sobre o cidadão, que se torna tirano em sua casa controlando sua mulher, e que adestra seus filhos a ter um “controle remoto”, um tirano dentro da cabeça: o Superego.




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O AMIGO PERGUNTA SOBRE A “INTERPRETITE”

 


“Tenho um colega que está se formando para ser psicanalista e que vive nos interpretando a cada coisa que fazemos. Que saco! Como você vê isso?”

Francisco Daudt. Ah, é a chamada “síndrome do aprendiz de feiticeiro”, em que a pessoa, impressionada com a posição superior do mestre, tenta imitá-lo de forma desastrada.

Esse comportamento diz mais do processo de formação do que de qualquer má intenção do aprendiz. Ele faz, sem saber, uma caricatura da instituição em que aprende e também de seu analista formador. Ele acaba imitando o Superego sob o qual sofre.

Por esse comportamento, sabemos logo que sua formação está guiada pelo “Freud explica” (claro, nem sempre é Freud, outros mentores mais na moda podem estar envolvidos). Sabemos que ele está repassando um mal-estar que tem com seu analista, que lhe aponta “suspeitos motivos ocultos” para gestos cotidianos.

A minha proposta psicanalítica é que o atendimento esteja a serviço de buscar cura DOS PROBLEMAS dos clientes, de suas doenças e sofrimentos, deixando em paz o que não é problema, o que faz parte da sua saúde. 
Além disso, as interpretações serão sempre ouvidas como “acusações dos demônios que estão por trás” de cada gesto. Isso não só é um saco, mesmo, como fere a questão contratual: “quem lhe deu permissão para se meter na minha vida e interpretar o que não é da sua conta? Por acaso eu te contratei como analista?”

Outra coisa: a investigação precisa ser feita em parceria com o contratante; ele precisa entendê-la, é necessário que o processo lhe faça sentido, caso contrário, a suposta descoberta está simplesmente errada.




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DIFICULDADES SEXUAIS FEMININAS

 


As mulheres foram as principais vítimas do Superego e do senso comum do comportamento sexual. Só como exemplo, o termo “homem honesto” significa um elogio em termos de valores morais genéricos, mas “mulher honesta” remete imediatamente a uma moral sexual. 

Isso veio da transição do lugar da mulher entre os caçadores-coletores (livre para o sexo casual; nem havia ligação entre sexo e procriação) para o lugar da mulher depois da revolução agrícola, há 10 mil anos, pois uma vez surgida a propriedade privada e a herança, a mulher passou a ter sua vida sexual vigiada para não gerar filhos bastardos. Daí vem o patrulhamento de sua sexualidade, daí vem o “Superego da mulher honesta”.

Nas mulheres, por conta das variações hormonais (ciclo menstrual, gravidez, pós-parto, menopausa), as causas orgânicas devem ser consideradas em primeiro lugar, só depois se devem investigar as psicológicas.
O tesão das mulheres, pela baixa testosterona, não é principalmente visual, como o dos homens. Ele costuma funcionar em dois tempos: a mulher acha um homem “interessante”; o homem a olha com desejo; ela aí sente desejo. 

O desejo de ser desejada, o principal entre as mulheres, também acontece com os homens em menor proporção.

Mas em 10% das mulheres, os níveis de testosterona mais altos geram tesão visual idêntico ao dos homens. Essas são as mais vulneráveis ao Superego, mesmo depois de o feminismo ter conquistado muito terreno, e o senso comum ter se abrandado quanto ao direito ao desejo feminino.

Termos Atuais
O que se chamava de “frigidez”, e eu chamo de dificuldades sexuais femininas, engloba várias situações diferentes, por isso “dificuldades” no plural:
•Pouco desejo, cujo nome complicado é “Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo”: Falta ou redução significativa de desejo sexual, impactando a vida diária, mas também, como nos homens, ele pode significar desencontro de desejos, a menos que seja geral.
•Problemas de Excitação Sexual: Dificuldade em lubrificação ou excitação genital, mesmo com estímulo adequado (pensar em causa hormonal).
•Falta de orgasmo, cujo nome complicado é Anorgasmia: Incapacidade ou retardo persistente no orgasmo, apesar de excitação normal. Mas sempre lembrando que o orgasmo nas mulheres vem principalmente da estimulação do clítoris; o orgasmo vaginal só acontece numa minoria.

É importante lembrar que, uma vez que a cultura nos condenou à monogamia, o sexo passou a conviver com o Superego numa proporção desmedida, principalmente para as mulheres. Só como exemplo, a masturbação feminina era vista até há muito pouco tempo como algo criticável, como sinal de que a mulher não era “tão honesta” assim, que era meio “devassa”.

Outro atrapalhador, tanto para homens quanto para mulheres: no casamento o sexo passou à categoria de “deveres conjugais”, algo que inibe tremendamente o desejo. Para elas, o sexo passou a ter a conotação de amparo (“ele não vai me abandonar, não vai arrumar outra”) e de prestígio (“se ele não me procura, é porque não gosta mais de mim”). Com essas “cláusulas contratuais”, o desejo ficou em distante segundo lugar.

Ou seja, a cultura pós agrícola e o Superego surgido dela atingiram profundamente o desejo das mulheres. Mulheres com dificuldades sexuais precisam conhecer bem as tolices que seu Superego lhes diz.

Isso afetou a psicanálise de maneira surpreendente: pode-se dizer que a psicanálise nasceu a partir dos problemas sexuais das mulheres, pois se o Superego atual é cruel, imagine o da época vitoriana do final do século XIX. A histeria (neurose histérica) foi a primeira pista a ligar sintomas psíquicos a um conflito inconsciente. 

Foi a primeira pista para que Breuer e Freud, inicialmente através da hipnose, descobrissem que o desejo sexual das mulheres, ao colidir com seu Superego, causava doenças.

(Acima: foto gerada por IA)





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SENSO DE HUMOR: O REMÉDIO PARA NÃO SE LEVAR A SÉRIO

 


Quando o Superego entra, a brincadeira acaba e começa a “seriedade”. O senso de humor nos faz voltar aos tempos pré-superego, aos tempos da brincadeira e da leveza.

Mas é preciso saber de que humor se está falando:
certamente não é o da ironia e do sarcasmo; 
certamente não é o humor usado para humilhar alguém, pra envergonhar alguém; 
certamente não é o humor do deboche e da vingança;
certamente não é o humor de colocar alguém como ridículo;
Certamente não é o humor do riso sádico.
Certamente não é o humor de rir de alguém.

Esses todos são instrumentos do próprio Superego, pois são ferramentas para alguém se colocar “acima dos outros”.

Se um ri e o outro chora, é sadismo do Superego. Estamos falando do humor de rir juntos, aí sim, é brincadeira, é cooperação, não é competição para ver quem é superior.

Um humor especialmente favorável ao desadestramento do Superego é o rir-se de si mesmo, a autogozação (em inglês, “self mockery”), que mostra que a pessoa não se leva a sério.

Ele faz par com outro treino essencial para desadestrar o Superego: o treino de humildade. A humildade é uma virtude olhada com desconfiança. “Humilde” e “simples” costumam ser usados como eufemismo de “pobre”, o que já dá a dimensão de como o senso comum olha a humildade.

No entanto, não há coisa mais realista do que a humildade, pois ela nos vê como seres manipulados pelo DNA, com apenas uma margem de vontade própria. 

Além disso, a humildade de dizer “não sei” foi o que gerou a revolução científica há 400 anos. A humildade é mãe da ciência, do Iluminismo e da democracia (“não há seres Acima de Mim”, ela é a busca da igualdade de oportunidades e da igualdade perante a lei).

Senso de humor e humildade: desadestradores do Superego.





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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

GERAÇÃO TIKTOK

 


O nome se tornou comum para definir os Z que não largam das telinhas. Mas quando me explicaram, pensei imediatamente em doenças e sintomas:

Tique: movimentos corporais compulsivos, automáticos e impensados.

Toc: transtorno obsessivo compulsivo.

O que leva ao “falso TDAH”, que é uma simulação do transtorno verdadeiro, induzida pelo vício nas telinhas e seu estímulo dopamínico incessante, diante do qual tudo o mais entedia…

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A "Geração TikTok" refere-se principalmente à Geração Z (nativos digitais) e aos Millennials que usam massivamente o TikTok, transformando-o em um novo motor de busca e fonte de informação, entretenimento e consumo, caracterizado por vídeos curtos, humor, autenticidade e forte influência no e-commerce, mas também gerando preocupações sobre vício digital e fake news.





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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

LUTO DE GENTE VIVA

 


Quando houver rompimento de relações e a pessoa estiver mal, a principal suspeita é luto de gente viva. O luto de gente viva acontece diante de rompimentos de namoros, de casamentos, de amizades, afastamentos de pessoas que realmente importam, como namorados, cônjuges e outros. 

O luto de gente viva também acontece em casos em que a pessoa desapareceu e nunca mais foi vista: não se sabe se ela morreu ou não. O caso mais famoso desse último é o das “mães da praça de Maio”, argentinas cujos filhos foram sequestrados pela ditadura e nunca mais apareceram. 

Quando houver desaparecimento de pessoas e seu próximos estiverem mal, a principal suspeita é luto de gente viva. O problema que torna o luto de gente viva especialmente difícil é a esperança: como não se viu o defunto, há sempre a possibilidade de o ente querido não ter morrido (ou o amor perdido não ter realmente se acabado). Essa incerteza produz um sofrimento prolongado, com altos e baixos no sentimento de luto. 

Outro problema do luto de gente viva é a culpa recorrente de se pensar “e se eu tivesse agido diferente?”, “eu podia ter dito isso ou aquilo, e não a teria perdido”, a tentativa de mentalmente se consertar o passado e imaginar como teria sido.

É verdade que a culpa pode sempre ser agravante de qualquer luto, mas como no luto de gente viva há sempre a sombra da esperança, a culpa e a ideia de que se poderia ter agido diferente traz a imaginação de que, se houver uma volta, uma nova chance, as coisas podem ser recuperadas e a dor do luto pode sumir.







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DIFICULDADES SEXUAIS MASCULINAS | Anorgasmia – não conseguir gozar (nem ejacular)

 


Existem inúmeras causas orgânicas – além do efeito colateral de antidepressivos – para que o orgasmo demore muito a acontecer, ou mesmo não aconteça de todo, ainda que haja ereção. Deve-se pensar nas orgânicas quando o problema se repete em qualquer situação erótica, inclusive na masturbação.

A masturbação é uma boa pista para se entender a falta de orgasmo de causa psíquica. 

Como o orgasmo implica uma entrega, uma ausência de controles e um bom encontro com o desejo, quem se masturba pode escolher o ambiente sem pressões, não existem negociações preocupantes, o objeto do desejo será o certo e estará ao alcance perfeito (seja na pornografia, seja na imaginação), e com esses elementos alcançar o orgasmo. 

É importante entender que o orgasmo é sempre uma experiência solitária da pessoa com as condições ótimas para atendimento de seu desejo: ele se passa no corpo e na mente ao mesmo tempo; ele precisa daquelas condições para que a entrega a ele se dê, pois não acontece através de comandos, e sim através do desligamento dos comandos.

Se o orgasmo não é alcançado na troca erótica, podemos ver se um ou mais dos itens acima está faltando, ou se está atrapalhado. Existe cobrança? Então os controles não estão desligados. Existem circunstâncias estressantes? As negociações são estressantes? A mesma coisa dos controles ligados, com o agravante dos ressentimentos (ruído do desejo de justiça, de bom acerto). Não há bom encontro de desejo misturado com cobrança? 

Aí mesmo é que não haverá prazer…





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