O avaliador de prazer-desprazer que vem com o DNA
Não há ação humana que não passe por uma avaliação de custo-benefício, mesmo que ela não fique clara para nós. Todas serão fruto da percepção de que o custo é menor do que o benefício. O que é estranho, pois há ações visivelmente custosas, custosas ao extremo até. Pois mesmo nessas o benefício vence, mesmo que incompreensível à primeira vista.
É incompreensível porque não nos é fácil ver custos menores como sendo benefício, mas eles o são.
Como exemplo mínimo, quando perguntada por que ficava com um marido tão ruim, ela respondeu: “Ah, ruim com ele, pior sem ele”.
Como exemplo máximo, o suicídio: a morte como alívio do custo de sofrimento terrível e inescapável.
Esse programa é derivado de um avaliador de prazer-desprazer que o DNA embutiu em nós para fazer sua replicação, sem morrer antes.
Por isso, perseguimos o prazer e evitamos o desprazer, e isso nos move pela vida.
Agora, a programação está no Id, no inconsciente, só percebemos seus efeitos. Espinoza disse que a liberdade consiste em conhecer os cordéis que nos manipulam. A avaliação automática custo-benefício é o principal cordel que nos manipula.
Quanto mais estivermos conscientes dela, mais liberdade nosso Eu, nosso Ego, terá de escolha. Sobretudo se soubermos avaliar realisticamente os custos e os benefícios. Exemplo: o menino ficou sabendo que masturbação era um pecado mortal que o mandaria para o inferno pela eternidade. Depois de uma avaliação realística das premissas envolvidas, ele deixou para trás… a religião.
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