segunda-feira, 13 de abril de 2026

OS DEZ MANDAMENTOS EM SUA FORMA ORIGINAL - UM EXEMPLO DE COMO O SUPEREGO É FORMATADO

 


Nós aprendemos no colégio a forma resumida. Fui pesquisar algo próximo da forma original, pois ela é muito mais explícita. Repare que:

1. Só existem três mandamentos que previnem crimes (matar, furtar e levantar falso testemunho).

2. Quatro mandamentos são voltados à submissão patriarcal (1°, 2º, 3º e 4º).

3. Dois mandamentos inventam o pecado de pensamento (“não desejar” e “não cobiçar”).

4. O de “não desejar” lista a mulher como um dos pertences do homem, e não está nem aí para o desejo da mulher.

5. O de “honrar pai e mãe” não menciona “honrar filho e filha”, que são tão pertences do patriarca quanto suas mulheres.

6. O sexto, da castidade, não era originalmente genérico, era específico contra o adultério, que seria o único pecado sexual. Masturbação estava fora; fantasias sexuais, também; sexo antes do casamento idem.

Vamos a eles, portanto:
1º. Como o aprendemos (a): “Amar a deus sobre todas as coisas”.
Forma original (b): “Que ames o Senhor teu Deus com o inteiro do teu coração, com tudo o que és na tua alma, com a plena força do teu entendimento e com todas as tuas energias, colocando esse amor acima de qualquer outro apego ou interesse.”

2º. a. “Não tomar seu santo nome em vão”.
b. “Que não uses o nome do Senhor teu Deus de modo leviano ou vazio, sem respeito ou com falsidade, como se o convocasses para justificar o que não é verdadeiro ou para reforçar palavras ocas.”

3º. a. “Guardar domingos e festas”.
b. “Que separe o dia consagrado ao Senhor, interrompendo teus trabalhos habituais para dedicar esse tempo ao repouso e ao culto, assim como o teu Deus descansou de sua obra.”

4º. a. “Honrar pai e mãe”.
b. “Que honres teu pai e tua mãe, tratando‑os com respeito, para que teus dias se alonguem na terra que o teu Deus te concede.”

5º. a. “Não matar”.
b. “Que não tires a vida de outro ser humano, não cometendo homicídio.”

6º. a. “Não pecar contra a castidade”.
b. “Que não cometas adultério, não traindo a aliança do casamento com relações sexuais fora dele.”

7º. a. “Não furtar”.
b. “Que não tomes para ti aquilo que pertence a outra pessoa, não cometendo roubo nem qualquer forma de furto.”

8º. a. “Não levantar falso testemunho”.
b. “Que não dês testemunho mentiroso contra o teu próximo, não acusando injustamente nem deturpando a verdade sobre ele.”

9º. a. “Não desejar a mulher do próximo”.
b. “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”.

10º. a. “Não cobiçar as coisas alheias”.
b. “Que não fiques desejando para ti o que pertence aos outros, não alimentando inveja ou cobiça pelos bens alheios.”






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terça-feira, 7 de abril de 2026

SUTILEZAS DO SADOMASOQUISMO

 



O sadomasoquismo não sexual é também um derivado do mau gerenciamento da raiva. Mas ele está vulnerável a variações sutis em suas apresentações. 

Uma pergunta frequente é “por que sadomasoquismo é falado com sadismo e masoquismo juntos?” Porque no sadismo explícito existe masoquismo oculto, e no masoquismo explícito existe sadismo oculto. Vamos os exemplos.

Sadismo oculto no masoquismo:
1. Transformando o sofrimento em recurso, em ativo de manipulação pela culpa: 
Capitalização da vítima e do sofrimento

1a. Tanto em indivíduos quanto em grupos, a posição de vítima é passível de ser transformada em capital moral e político: a **nobreza do martírio**.

- A vítima não apenas sofre; ela ganha superioridade moral, direito de acusar, direito a reparações, direito de falar primeiro.

- Isso faz com que se viva da própria vitimização: o grupo ou a pessoa passa a precisar do algoz e do sofrimento para sustentar sua identidade e seu poder simbólico.

Exemplo: o mendigo pode querer não se curar de suas feridas, pois elas são sua fonte de renda.

Minorias perseguidas não quererem que a perseguição termine, pois ela virou um ativo, um recurso de sua superioridade moral.






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“NÃO É ATO FALHO!”

 



O ato falho (o erro ou o esquecimento) ocorre por ambivalência pouco aceita: você foi convidado a um evento chato, mas por alguém que você gosta. Uma valência quer ir (pela pessoa). A outra não quer (pelo evento). A que não quer ir não é bem aceita, é meio varrida para debaixo do tapete… e você não vai porque esqueceu a data.

Mas… o ato falho precisa ser distinguido de duas situações capazes de provocar erros e esquecimentos sem ligação com ambivalência: o TDAH (transtorno de atenção e hiperatividade) e a distração da multitarefa que acomete os idosos. 

A distração do TDAH já é bem conhecida, mas a dos idosos não. Um idoso pode cometer erros e esquecimentos, não por demência ou ambivalência, mas em situações em que tem que fazer várias coisas ao mesmo tempo, e uma ou mais delas acaba saindo errada ou esquecida, pois o “processador” já não é como outrora, tornou-se mais lento e menos ágil.








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