segunda-feira, 11 de maio de 2026
DIFERENÇA ENTRE “LEVE” E “LEVIANO” - A ALTINHA
O DESEJO DE JUSTIÇA É MOVIDO PELA RAIVA
quinta-feira, 7 de maio de 2026
APRENDENDO COM O ANTIMODELO
SUPEREGO? OU “SEU ALMEIDA”?
Um problema da técnica, na psicanálise do Superego, pode ser justamente chamar o Superego de Superego.
Exceto para clientes familiarizados com a teoria psicanalítica, o nome “Superego” pode causar estranheza e não transmitir a eles o conceito de “bug no sistema” que queremos, algo que está nele, mas que com ele não se confunde.
Por isso, desenvolvi o hábito de buscar um nome próprio para o Superego dos clientes. Vou detectando, no histórico do cliente, a pessoa que foi (ou continua sendo) a principal adestradora de seu Superego, para passar a chamá-lo com esse nome.
Como exemplo, um cliente cujo pai desempenhou esse papel – e que continua desempenhando – teve seu Superego nomeado por mim: eu só falo dele perguntando pelo “Seu Almeida”. “E aí, de que Seu Almeida está lhe acusando?”
Assim, a cada vez que ele relata um dos choques típicos do Superego (angústia, vergonha, culpa, ridículo), eu conclamo “Seu Almeida” para falar. Com isso, o cliente se acostuma a um dos objetivos principais da Psicanálise do Superego: não se confundir, nem com a doença, nem com seu próprio Superego. Ele desadestra essa confusão maligna e se torna cada vez mais parceiro meu a examinar os bugs, tanto a doença quanto o Superego.



