“Tenho um colega que está se formando para ser psicanalista e que vive nos interpretando a cada coisa que fazemos. Que saco! Como você vê isso?”
Francisco Daudt. Ah, é a chamada “síndrome do aprendiz de feiticeiro”, em que a pessoa, impressionada com a posição superior do mestre, tenta imitá-lo de forma desastrada.
Esse comportamento diz mais do processo de formação do que de qualquer má intenção do aprendiz. Ele faz, sem saber, uma caricatura da instituição em que aprende e também de seu analista formador. Ele acaba imitando o Superego sob o qual sofre.
Por esse comportamento, sabemos logo que sua formação está guiada pelo “Freud explica” (claro, nem sempre é Freud, outros mentores mais na moda podem estar envolvidos). Sabemos que ele está repassando um mal-estar que tem com seu analista, que lhe aponta “suspeitos motivos ocultos” para gestos cotidianos.
A minha proposta psicanalítica é que o atendimento esteja a serviço de buscar cura DOS PROBLEMAS dos clientes, de suas doenças e sofrimentos, deixando em paz o que não é problema, o que faz parte da sua saúde.
Além disso, as interpretações serão sempre ouvidas como “acusações dos demônios que estão por trás” de cada gesto. Isso não só é um saco, mesmo, como fere a questão contratual: “quem lhe deu permissão para se meter na minha vida e interpretar o que não é da sua conta? Por acaso eu te contratei como analista?”
Outra coisa: a investigação precisa ser feita em parceria com o contratante; ele precisa entendê-la, é necessário que o processo lhe faça sentido, caso contrário, a suposta descoberta está simplesmente errada.
Experimente: drdaudtai.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário