Quando o Superego entra, a brincadeira acaba e começa a “seriedade”. O senso de humor nos faz voltar aos tempos pré-superego, aos tempos da brincadeira e da leveza.
Mas é preciso saber de que humor se está falando:
certamente não é o da ironia e do sarcasmo;
certamente não é o humor usado para humilhar alguém, pra envergonhar alguém;
certamente não é o humor do deboche e da vingança;
certamente não é o humor de colocar alguém como ridículo;
Certamente não é o humor do riso sádico.
Certamente não é o humor de rir de alguém.
Esses todos são instrumentos do próprio Superego, pois são ferramentas para alguém se colocar “acima dos outros”.
Se um ri e o outro chora, é sadismo do Superego. Estamos falando do humor de rir juntos, aí sim, é brincadeira, é cooperação, não é competição para ver quem é superior.
Um humor especialmente favorável ao desadestramento do Superego é o rir-se de si mesmo, a autogozação (em inglês, “self mockery”), que mostra que a pessoa não se leva a sério.
Ele faz par com outro treino essencial para desadestrar o Superego: o treino de humildade. A humildade é uma virtude olhada com desconfiança. “Humilde” e “simples” costumam ser usados como eufemismo de “pobre”, o que já dá a dimensão de como o senso comum olha a humildade.
No entanto, não há coisa mais realista do que a humildade, pois ela nos vê como seres manipulados pelo DNA, com apenas uma margem de vontade própria.
Além disso, a humildade de dizer “não sei” foi o que gerou a revolução científica há 400 anos. A humildade é mãe da ciência, do Iluminismo e da democracia (“não há seres Acima de Mim”, ela é a busca da igualdade de oportunidades e da igualdade perante a lei).
Senso de humor e humildade: desadestradores do Superego.
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