Eu estava refletindo sobre o poder do medo de desamparo implantado em nós pelo DNA, em contraste com o desejo de conhecer / entender. Do último, veio a ciência e o uso da razão na busca da verdade.
Mas esse desejo pode se dar plenamente por satisfeito com absurdos, se o preço de cancelar a racionalidade for perder o amparo.
Um líder religioso ou político com quem a massa se identifique e através do qual se sinta amparada pode dizer e explicar com toda a insensatez e irracionalidade que a massa não hesitará em aderir sem qualquer questionamento.
Ah, e no processo também se perde o conceito iluminista de “indivíduo”: em troco de amparo há um claro retorno à massa.
O Iluminismo teve, a meu ver, como principal fator, a liberação da tirania que a prensa de Guttemberg permitiu: ao facilitar a leitura da Bíblia por todos, ele nos tirou do “rebanho de ovelhas” que precisavam da interpretação centralizada das escrituras. Agora o indivíduo tinha amplo acesso ao saber.
Vejo no surgimento das IAs o mesmo potencial democratizante do saber.
Com o Iluminismo, veio a democracia, reinaugurada depois de 2.000 anos pela Revolução Americana. Democracia precisa de indivíduo. Tirania requer massa apavorada confiando na salvação do líder.
Como estamos vendo hoje com Trump e congêneres…
Experimente: drdaudtai.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário