O desejo de encontro erótico é
. o principal resultado do “comando do DNA”, aquele que leva à sua replicação;
. é o mais forte fruto do nosso desejo maior (desejo de prazer);
Por esses motivos, resulta que o desejo de encontro erótico é o mais trabalhoso de se conhecer, pois no caso da nossa espécie, a complexidade de seus indivíduos forma um número considerável de perfis únicos. Ou seja, a espécie tem seu comportamento erótico com dois comandos: o do DNA e o do indivíduo.
Como o propósito da Psicanálise do Superego é aumentar o comando do indivíduo, é tirá-lo ao máximo da posição de marionete, seja da cultura/Superego, seja do DNA, o começo de conversa será o conhecimento desse desejo, começando pela orientação sexual.
ORIENTAÇÃO SEXUAL
Vamos combinar as duas escalas de orientação, partindo da Kinsey, que é a mais simples.
O usuário pesquisa nela o seu tipo, e então segue para a escala Klein para entender as sutilezas da manifestação de sua orientação sexual.
1. Base Kinsey (0 a 6)
• Tipo zero: heterossexual sem nenhum desejo homoerótico
• Tipo 1: hétero com eventual desejo/prática homoerótica
• Tipo 2: hétero com frequente desejo/ prática homoerótica
• Tipo 3: chamado de “bissexual”, pela frequência equivalente de desejo / prática homo/hétero
• Tipo 4: homossexual com frequente desejo / prática hétero
• Tipo 5: homo com eventual desejo / prática hétero
• Tipo 6: homo sem nenhum desejo hétero
Cada tipo funciona como um eixo principal — o ponto de partida para entrar na escala Klein.
2. Camadas Klein
Para cada tipo Kinsey, você pode aplicar:
• Atração sexual
• Comportamento sexual
• Fantasias sexuais
• Preferência emocional
• Preferência social
• Estilo de vida
• Autoidentificação
Pense nisso em três tempos (passado, presente, ideal), revelando o dinamismo interno de cada tipo.
3. Capacidade Circunstancial (aplicável aos tipos 0 e 6)
Essa dimensão reconhece que, mesmo em perfis de desejo exclusivo (hetero ou homo), pode haver expressão erótica oposta eventual, ativada por circunstâncias que sejam de vínculo afetivo, contexto social ou emocional profundo.
A partir de situações e consequências como:
• Tipo de vínculo (afetivo parental, institucional, emocional intenso)
• Contexto (prisão, internato, relação terapêutica, acolhimento)
• Expressão (afetiva, erótica, transitória, não repetível)
• Impacto (transformador, pontual, obsoleto, persistente)
Essa expressão circunstancial foi:
• Iniciada por acolhimento
• Sustentada por fusão emocional
• Encerrada sem conflito interno
• Reintegrada como parte da narrativa pessoal
Perfis do Desejo de Encontro Erótico
(Examine quais seriam suas preferências)
Eixo Perfis / Tipologias
Postura - Ativa (controle)- Passiva (entrega)- Alternada (com predominância ativa/passiva)
Orientação - Heteroerótico- Homoerótico- Bissexual- Nuances Klein/Kinsey (fluidez, contexto)
Modalidade de Excitação - Sensorial- Imaginativa/por fantasias - Verbal- Performática
Dinâmica Psicológica - Narcísica (autoafirmação)- Objetal (foco no outro, com desejo de interação afetiva)- Transgressiva- Ritualística
Estilo de Vinculação - voltada para o encontro e a pessoalidade - Distanciada (autonomia)- Ambivalente (oscilação)
Expressão Corporal/Estética - Exibicionista- Voyeurista- misturada - Estético/Erótico
Ritmo e Intensidade - Explosivo (urgente)- Contemplativo (voltado para o carinho, sem necessidade de finalização)- Intermitente (picos e pausas)

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